Quem está certo ou errado em um acidente de moto

02 de Março de 2012

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ENCONTRODEMOTOS.com

Amigos motociclistas existe uma tendência natural do motociclista após sofrer uma colisão ou acidente arrumar um culpado. Isso é uma reação natural de qualquer ser humano em geral. Dificilmente nós mesmo nos reconhecemos como culpados. Um exemplo é quando você está em sua preferência e um carro avança. “O carro entrou na minha frente do nada”, geralmente argumentamos isso.

Basicamente quatro coisas devem nos guiar para evitar acidentes. Nunca confiar na sua faixa de preferência, não se deixar conduzir pela emoção, não ultrapassar a velocidade limite da via e não andar no corredor.

A questão é que dentro desses 25 anos de experiência com motos, em todos os tipos de situações, conto mais de 600 acidentes. Inclusive propositais em lugares fechados. Com isso nasceu dentro de mim uma sensibilidade muito grande de razão em sobreposição a emoção. Vamos colocar no ponto de estar em cima de uma moto e um carro nos da uma cortada. A moto transmite uma sensação de emoção e prazer acima dos 80 Km/h.

Quanto maior a velocidade, menor vai ser grau de visão do que está a sua frente e ao seu lado. A partir do momento que nós ultrapassamos a velocidade da via acima de 10 Km/h. Acabamos de perder a razão. Sabemos que temo o impulso de acelerar acima da velocidade permitida.
Então o primeiro passo é deixar um pouco dessa emoção de lado e guiar a moto pela razão. Em seguida entra a situação de quem é a preferência. Mesmo estando com a preferência da via e um carro, cachorro ou pedestre estiver próximo, na frente ou numa saída. Mesmo que não demonstrem que poderão nos fechar devemos ter o cuidado de desacelerar, mudar de faixa e somente depois que ultrapassar aquele possível obstáculo voltar a acelerar.

Faixa Etária dos condutores de veículos

Para começar o parágrafo. Gostaria de evidenciar que a educação que recebemos em casa se transmite no trânsito e podemos diferenciar os condutores de automóveis por sua faixa etária e suas respectivas características.  E que para cada uma delas devemos tomar um tipo de cautela.

Os jovens, entre 18 e 30 anos, acabaram de entrar no mundo do trânsito, saindo do campo teórico para o prático. Muitas vezes o jovem é mais afoito ou inexperiente. Além de adquirir uma confiança muito grande. Esse somatório de afoiteza, inexperiência e excesso de confiança pode gerar situações de risco aos motociclistas. O jovem pode acreditar que “vai dar tempo”. 

Entre os motoristas entre 30 e 50 anos é comum ouvir citações como “dirijo há 20 anos e nunca bati um carro”. Mesmo nessa situação devemos ter cuidado, porque um motorista a partir desse momento pode começar a relaxar com a segurança e confiança. Na linha contrária ao qual o trânsito nos proporciona de stress acumulado e cada vez mais carros. Nós motociclistas devemos ter cuidado também com os motoristas que utilizam o celular enquanto dirigem. 

Na idade acima de 50 anos o cuidado é maior do que o do jovem. A visão do ser humano começa a diminuir. O reflexo e a reação também.  E a moto nesse caso começa a ficar estreita para quem tem uma visão menor. Devemos ter maior compreensão maior do próximo quando estamos em cima de uma moto.

Existem mais limitações, e volto a repetir para nunca confiar na nossa própria preferência. É mais ou menos como se o motociclista tive-se direito de não ter direito. E não ter direito de ter direito. É dar preferência a vida.